VALOR E VALORIZAÇÃO (re-post Ano 2013)
Este post de minha autoria foi publicado no blog: https://educandoquem.blogspot.com/ no ano de 2013.
por Kássia Rocha
O tempo passa e nossas crianças se desenvolvem, conforme o que aprende no que é cativado ou simplesmente desmotivado, a se acostumar com o “sistema”. A educação pode proporcionar ao indivíduo que se torne pensante e que aos poucos assimile o que é essencial para sua formação, o que não pode deixar passar, as oportunidades de valorizar o se tem por sonho e o que se é como pessoa, a luta de alcançar o que é imprevisível, mediante a comodidade que transcorre entre os seres, ultimamente. Antes disso, os professores são parte importante desta motivação, ao pesquisar e/ou elaborar temas (nem que seja semanalmente) de interação do aluno para com o meio em que vive, e principalmente, na busca pela idealização individual e social, no qual, o educador pode salientar o valor das coisas que são pertencentes à vida, as escolhas que são fundamentais quando não nos sentimos à vontade, o modo como agregamos nossos interesses e desinteresses. A valorização em tempo real, de como vamos determinar o que é importante para se conviver em sociedade, e para aprender cognitivamente, perante, o que se apresenta, sendo bom ou ruim, como encarar a mudança, a busca pelo novo.
Sim, eu acredito que o educador pode incentivar o seu aluno a pensar, a ter ponto de vista (em práticas pedagógicas), é possível elaborar caminhos que questionam - atividades que os façam pensar e raciocinar. Mas de como é interessante se autoconhecer, e saber o que se quer por valor moral e cívico. Isso é de suma importância!
Direitos Humanos na Educação Básica (re-post Ano 2013)
Este post de minha autoria foi publicado no blog: https://educandoquem.blogspot.com/ no ano de 2013.
POR KÁSSIA ROCHA
Quando comecei na faculdade, no curso de Letras, a primeira aula foi sobre os Direitos Humanos, no qual, a abordagem deste tema ocorreu de maneira ampla, de como o professor deve conduzir suas aulas (nos parâmetros envolvidos quanto à socialização), preparando um meio sociológico democrático, em sala de aula, que respeite as diferenças nos credos, raciais, físicos mentais, etc.. Claro que, o meu ingressar no caminho da educação, foi essencial assistir e participar de uma aula assim, que explana sobre a importância de se construir pensamentos sociológicos a favor da cidadania e da democracia, pertencentes a cada individuo que está em plena formação de personalidade e construção de saberes, tal como, seus valores individuais, suas práticas e o processo constituinte na visão de mundo.
A Educação básica passa por uma precariedade, quanto ao desenvolvimento educacional dos grupos escolares, em trabalhar o direito igualitário de cada aluno, e na falta de informatizar (por despreparação da escola) e considerar os problemas reais entre os grupos, nas relações que percorrem entre eles, do respeito às diferenças, a integridade que deve ser constantemente laborativa no cotidiano escolar. Isto, também se deve ao desinteresse do governo em instruir, informar e divulgar temas problemáticos em nossa sociedade, com uma frequência diária e campanhas necessárias para o conhecimento dos direitos humanos. Temos uma política pitoresca quanto aos valores fundamentais, à preocupação de sanciona-los, para um país que é variável, tanto em religião como em costumes. Com isso ressalto que:
“• a educação básica, como um primeiro momento do processo educativo ao longo de toda a vida, é um direito social inalienável da pessoa humana e dos grupos socioculturais;
• a educação básica exige a promoção de políticas públicas que garantam a sua qualidade;
• a construção de uma cultura de direitos humanos é de especial importância em todos os espaços sociais. A escola tem um papel fundamental na construção dessa cultura, contribuindo na formação de sujeitos de direito, mentalidades e identidades individuais e coletivas;
• a educação em direitos humanos, sobretudo no âmbito escolar, deve ser concebida de forma articulada ao combate do racismo, sexismo, discriminação social, cultural, religiosa e outras formas de discriminação presentes na sociedade brasileira;
• a promoção da educação intercultural e de diálogo inter-religioso constitui componente inerente à educação em direitos humanos;
• a educação em direitos humanos deve ser um dos eixos norteadores da educação básica e permear todo o currículo, não devendo ser reduzida à disciplina ou à área curricular específica.”
Fonte: http://www.uasb.edu.ec/UserFiles/369/File/PDF/CentrodeReferencia/Temasdeanalisis2/educacionenyparalosderechoshumanos/documentos/planesnacionales/plandeeducacionendhbrasil.pdf
No meio educacional básico, cabe ao professor elaborar os tipos de relações interpessoais, o currículo profissional, para que, por exemplo, possamos lidar com as crianças especiais, e com as necessidades ocorrentes no campo estudantil. O papel que a escola possui também é importante, primordial, sendo este espaço não só da educação, mas respeito aos direitos e deveres. Então, é fundamental a escola ter a informação em meio aos gestores, educadores e profissionais, sob a formação dos conselhos escolares, na fase e processo de formação dos alunos. São necessários materiais didáticos que envolvam várias linguagens, nos níveis de desenvolvimento moral, cognitivo e no desenvolvimento geral da criança e do adolescente.
>> Cartilha Ziraldo
Livro (resenha): O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón
Um presente inesperado!
Por Kássia Rocha
Chegando o dia dos namorados, meu maridão me deu esse livro (e outros mais)
de presente, uma vez mostrei a ele este livro que, estava numa livraria, mas
devido eu ainda ter muitos livros para ler, nem imaginava que ele me traria
mais um livro de Carlos Ruiz Zafón... Sim, pois amo o estilo deste escritor, a
maneira como escreve e cria suas histórias!
Ao ler a contra capa e tals.. fiquei na expectativa, por ser o
primeiro livro que Zafón escreveu e por se tratar de uma história
fantasmagórica, com excentricidades e multiplicidade de um personagem
aterrorizante (O Príncipe da Névoa) e que com isso, fez-me
devorar o livro em poucas horas, contendo poucas páginas e a história corre num
jogo de narrativas (sendo, brilhantemente,
narrado entre primeira e terceira pessoa) compenetrante!
Tradutor: Eliana Aguiar
Editora: Suma de Letras
Páginas: 184
Publicação: fevereiro 2013
Em 1943, com tempos de guerra, Maximilian Carver , um simples relojoeiro decide sair da cidade grande e se mudar com a sua família para um
vilarejo no litoral, seus filhos (Max, com 13 anos, Alicia, com 16 anos e Irina, com 8 anos)
ficam contrariados por gostarem de onde moram, mesmo assim, o pai está tão
animado que todos embarcam rumo ao destino incerto. Quando chegam na estação da
cidade, deparam-se com a estranheza de alguns detalhes, e é aí que entra o
garoto Max questionando tudo a sua volta, inclusive a casa da praia de
aparência suspeita, no qual, seu pai até lhe conta a trágica história da casa.
“[...]
Quando Maximilian Carver abriu solenemente
a porta, um cheiro de guardado escapou lá de dentro como um fantasma que
tivesse ficado preso entre aquelas paredes durante anos. [...]” Pg. 22.

O autor, direciona sua narração de forma rápida e, ao mesmo
tempo paralisante, para um público diverso, sendo este, correspondente a idade
do personagem principal (Max de 13 anos),
que adolescente não adentraria neste universo mal-assombrado... E que outros
pessoas de várias idades não iriam deixar-se levar às sensações horripilantes
de uma história curta, mas muito bem contada?!
“[...]
Max levantou e contemplou o espetáculo
fantasmagórico que o cercava. Percorreu com os olhos cada uma das estátuas,
envoltas pelos ramos do matagal selvagem que se agitava ao vento, até chegar de
novo de grande palhaço. Um arrepio percorreu seu corpo e ele deu um passo para
trás. [...]” Pg. 30.
A misteriosidade vai se aprofundando a medida que novos
personagens vão se revelando, surge um romance típico da idade e da amizade
recém criada entre os adolescentes Alicia e Roland. O lado macabro surge num
rompante avassalador e tenebroso para uma crianças de apenas oito anos...
“A voz parecia vir do armário e soava como
um murmúrio distante, cujas palavras era impossível distinguir. Pela primeira
vez desde que tinham chegado à casa da praia, Irina sentiu medo. [...]” Pg. 65.
Recomendo esta aventura perturbadora com adolescentes, pactos verdadeiramente
pactuados e que desencadeiam os trajetos desta história para algo vivido sob as profundezas escuras e congelantes de um caminho sem volta.
“[...]
Outros preferiam chamá-lo de Príncipe da
Névoa, porque, segundo diziam, sempre surgia no meio da densa névoa que cobria
os becos da cidade à noite e desaparecia antes do amanhecer, ainda no meio das
trevas.” Pg. 90.
Outros livros de Zafón...
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LIVROS!!!
Como resistir ao entrar numa livraria, só de avista-la em nossa MIRA, já temos palpitações!... O cheirinho dos livros, as capas tentadoras.... Uiiiii... Meu maridão têm até medo quando entro numa livraria rere... Fico enlouquecida!
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Somente Deus

Por Kátia Ferrari Tabata
Você já ficou de joelhos em silêncio porque não conseguia colocar em palavras o que estava preso no seu coração?
Você já chorou tentando orar porque a dor era grande, ou nem sabia o porque estava chorando?
Você já se sentiu fraco,derrotado e que não conseguiria nada?
Você já desejou não ter nascido e pensou que você era o problema?
Você já ficou calado por horas,apenas em silencio porque palavras faltavam em seus lábios ou porque não tinha ninguém pra conversar?
Você já sentiu que ajudava todo mundo,mas não conseguia ajudar a si mesmo?
Você já quis conversar mas não tinha ninguém perto de você?
Em todas essas horas o Espirito Santo estava ao teu lado esperando apenas um sinal para poder te ajudar.
Nessas horas Deus estava te contemplando e vendo a tua dor.
E se hoje depois de tudo você ainda está de pé.
É porque Deus te levantou,mesmo você nunca tendo notado que Ele estava lá.
Foi ele quem te fez dormir e te abraçou quando ninguém mais fez isso por você.
"É assim que me senti... Muitas vezes...
E Muitas vezes Deus... Aliás, em todas elas, Deus cuidou de mim!
Foi o meu amparo, o meu Pai celeste e sua palavra a mãe que abraça e acolhe quando senti o frio congelador e paralisante do desprezo...
...conduzi à linha de meu valor." by C@ká
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Eu e Deus
Livro (resenha): Tudo o que Mãe diz é Sagrado - Paula Corrêa
Por Kássia Rocha
Sempre confiro dicas de leituras em outros Blogs e, me deparei
com a resenha deste livro no Blog “Cachola Literária” (por sinal, ótima resenha). Quando ele chegou, gostei da capa (na hora que você ler o livro, a capa terá mais sentido
ainda, pois a autora se mune de uma poética fragmentada, para falar dos
detalhes diários - de sua dor contínua - e dos momentos “sagrados” entre mãe e
filha), do diferencial interior,
entre as páginas...
A
minha expectativa, quanto ao livro “Tudo o que Mãe diz é Sagrado”, foi imensa,
por se tratar de uma história – verídica – de perda, no qual, a autora Paula
Corrêa passou, com a perda de sua mãe. A maneira como tudo se constrói e se
desmorona, constantemente, tornando a leitura trancafiada (em muitos momentos de solidão e retenção a crença e ao
viver) e tensa, mas liberta por alguns segundos de paz ao lado do fiel
amigo Astor, seu cão. Ocorrem tempos
suspensos à mercê de uma dor física (devido
ao tratamento médico que Paula esta submetida), pois, ao ver sua mãe
sofrendo e quase sem vida, doou 75% do seu fígado, num transplante doloroso, e
a dor emocional, que permaneceu crescentemente após sua mãe ter falecido.
“Meu irmão fotografou
a minha mãe sendo maquiada, morta. Perturba-me saber que essas imagens existem,
mas é poético e sobretudo mostra a devoção e o amor de um filho.”
(Pg.
20)
“A morte lançava seu perfume e deixava no ar essa sombra fúnebre. Onipresente,
saía por todos os poros e revirava nossos estômagos de angústia velada.”
(Pg.
27)
Percebi, nas
primeiras páginas, o quanto a autora estava reticente ao falar desta dor prevalecente,
os detalhes eram francos e curtos, quando se entregava a poética metafórica,
tudo se tornava prosa, conflitante retoricamente. Seguindo, adiante nesta
leitura, vamos sentimos a libertação da autora, no desenvolver de suas
lembranças e agonias.
“O vento, sim, leva tantas coisas... O apego, as chagas antigas, os
temores. E a doce manhã nasce com um véu dourado no leme.” (Pg.
39)
De começo tive
que reler as primeiras 20 páginas para entender como funcionaria a coordenação
textual da autora, se era um diário simples ou metáforas sem sentido ao assunto
principal (eram os dois),
sim, senti que o “sem sentido”, havia um sentido de desabafo, não somente com a
perda, mas com a opinião critica social, aos desmazelos da sociedade, das
pessoas e índoles não-domesticadas. Mesmo assim, ela procurava uma razão a sobrevivência...
“[...] Eu preciso sair. Ir para a
rua. Saber que minha casa pertence a uma cidade. [...]” (Pg. 44)
Um livro de
poucas páginas, de pontuações viscerais, que cabe a qualquer pessoa, em algum
momento, se render a ler esta temática. Mesmo tendo falado muito, com trechos
do livro, ainda há muitos detalhes por lá, descrenças e dores que te farão
estar lá, junto à solidão da personagem e das questões elencadas.
“[...] Uma vez, no hospital,
tomada de morfina, tive uma visão. Ela ia me visitar. Começava a cantar. Fui
com ela até a UTI e tirei minha mãe do torpor. É de Maria Bethânia que falo. [...]” (Pg. 57)
“[...] Morri sem ter um cafuné, um
último olhar, morri sem que ela apertasse forte minhas mãos, morri sem saber o
que ela sentiu ao acordar com a possibilidade de viver não dois meses, mas
vinte anos. Bailarina, segura minha mão. Eu preciso respirar.” (Pg. 74)
Ano Edição: 2013
Número Edição: 1
Qtde. Páginas: 168
Encadernação: Brochura
Idiomas: Português
Peso: 200 g
Dimensões: 14 x 21 cm
Marcadores:
Livros que Li...
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