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A marcante presença

"Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel...".
Ana Jácomo

Possua...


Um coração que nunca endureça
Uma emoção que nunca pressione
Um toque que nunca magoe
Um carinho que nunca envelheça
Uma doçura que não estacione
Um coração que, por vezes, perdoe
Uma paixão que não enfraqueça
Um prazer que nunca relaxe
Um silêncio que nunca destroe
Uma verdade que nunca encareça
Um medo que não ameace
Uma tristeza que não amontoe
Uma amargura que não amanheça
Uma alegria que nunca entristeça
Uma fantasia que não voe
Uma felicidade que não empobreça
Um desejo que nunca se apague
E um amor que te abençoe...

(Blandinne Faustine)

via Valéria Rottger

Presença Saudosa

por Kássia Rocha
Ali me encontrava, naquele antigo portão.
Escadas amadoras, desajeitadas, remendadas.
Uma casa baixinha... Acolhe a quem chega.
Cores suaves, desbotadas - provindas de sóis e chuvas.
Morada que emana muitos anos de vida.
A presença de alguém mui vivida.

Um jardim improvisado, sob as colunas da casa.
Nos canteiros ficam as rosas,
regadas pela chuva que discorre sob a telha de barro.
O barranco detrás me espanta pelo colorido das flores
Nascidas de sementes lançadas e mudas plantadas
Quem plantaria num barranco?

Ela sentiu a minha presença,
gesticulou com a mão suja pelo plantio
“Chegue mais perto, quero ver seus olhinhos”
Dizia-me ela que meus olhos sorriam esperanças
E eu era apenas uma criança inocente e carente
Pequenas mãos suavizam minha inocência

Um cheiro inigualável exala no ar aquecido
A melhor massa, um bolo tradicional quentinho.
Olho pra ela encantada, conhecida surpresa.
Saboreando como se fosse o ultimo pedaço.
Conversas e risadas ambientalmente espalhadas
Ali se vivia meu anjo, meu guia.
 Dialogávamos horas, noites fugidas
Competência e a experiência eram apenas detalhes
Moça rebelde, ela sorria, aprontava
Falava as verdades num absoluto rompante
É sempre presente... Marcava presença, nos lugares
Em minha vida.

Ela me sondava, conhecia meus sentimentos.
O colo que acolhe o coração inocente
Mãos que afagam meus cabelos negros indianos
Era tranquila, me alertava do que viria, depois sorria.
“Espere, com fidelidade, 
o melhor sempre virá e te encontrará”
Palavras sábias, aparência sofrida, 
preservara o sorriso... Desde menina.

Ensinou-me a Amar, naturalmente, 
pois da vida não se cobra,
 tudo se vive e nada se leva.
Ficam sua presença suspensa no meu pensamento,
De muitos plantios, a delicadeza de fazer massas crescer,
As mãos que tocavam a alma sem nada dizer.
Ela esperava ansiosamente por mais atenção.

Saudosa Avó, lembranças honradas ficaram. 

Mulheres são como maçãs


Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs do topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore...

(Machado de Assis)

Livro: As esganadas - Jô Soares


"Em As esganadas, o autor do best-seller "O xangô de Baker Street" explora mais uma vez tema que lhe é caro: os assassinatos em série. Um trama com fatores ficcionais, personagens com muita graça e inteligência. Jô Soares (autor) mistura acontecimentos e personagens que existiram, ou seja, reais, com personagens fictícios, potencializando lugares d'aquela época com maestria. O tema literário da história é policial, com nuances de um aventuroso romance. Já no primeiro capítulo prendeu-me a atenção, a cada detalhe genialmente descrito, inova ,e, ao mesmo tempo, o desenrolar da história nos instiga e fascina. Em três dias terminei de ler o livro. Recomendo: Entre nesse universo com detalhes históricos, gastronômicos  e tenebrosos!" By C@Ká
Jô Soares lê um trecho de “As esganadas”
Rio, 1938. Um perigoso assassino está à solta nas ruas. Seu alvo: mulheres jovens, bonitas e… gordas. Sua arma: irresistíveis doces portugueses. Com requintes de crueldade gastronômica, ele mata sem piedade suas vítimas, e depois expõe seus cadáveres acintosamente, escarnecendo das autoridades.

Ser e Acreditar

"Todo mundo sente medo, sente dor, tenta consertar o que não tem conserto, carregamos marcas que não se apagam, ausências que fazem doer o peito. Mas ainda é possível ouvir estrelas. Deixar que nossa luz nos oriente. Ainda podemos rir como se a alegria fosse nosso melhor adereço. Acredito que pés descalços é o luxo da alma. Que estar perto é menos físico que a gente pensa. Que olhos falam, palavras estragam, e silêncio grita. Que a gente quer amar pra sempre, abrir o peito, recitar poema, sem se preocupar com o que os outros pensam. Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande."
(Renata Fagundes)

O que é ética e moral?

Descubra o que é ética e moral de um modo simples, engraçado e dinâmico, por Mario Sergio Cortella



Enviado por  em 14/08/2010

Princesa menina




Era uma vez uma menina chamada Emilinha, que sonhava em ser princesa. 
Sonhou tanto com um mundo encantado, que se esqueceu do seu mundo real. 
E quando percebeu já não era mais ela, seu sonho se realizou e princesinha  se tornou.
Princesinha Emilinha. 
Vestido dourado, sapatinho de cristal, tudo como tinha de ser, ela não acreditava no que estava acontecendo tudo tão mágico, tudo como queria.
O mundo o qual ela agora pertencia, era tão diferente. 
Não havia meninos chatos, louças para lavar, escola, mochila e o barulho dos carros, tudo havia se desfeito como num passe de mágica.
Os meninos deram lugar para os príncipes, o barulho era o do piar dos passarinhos, as carruagens eram seus carros.
Mas, com o tempo a princesinha já não sorria mais, pois percebeu que não tinha a mamãe, o papai e nem seus amigos por perto. 
E a princesinha chorou, presa naquele mundo que ela criou.
Começou a sonhar em ser menina de novo, sonhar com seu mundo real. Como queria voltar. Queria ir para escola de mochila pesada nas costas, queria louças para lavar, mamãe e papai para abraçar.
De repente, ela acordou tudo não havia passado de um sonho. 
A menina ficou tão feliz, deu um pulo da cama, correu pelas escadas procurando sua mãe e seu pai, quando os viu,  os abraçou mais forte do que podia sua força abraçar. 
Então ela percebeu que a vida que queria, era a vida de menina, uma vida com meninos para perturbar, louças para lavar, carinhos para receber e mochila pesada nas costas para estudar.

Patrícia Rocha