Livro (resenha): Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

by Kássia Rocha

As pessoas se enredam na espera de uma intensa e extasiante história, até por características, na escrita, do autor Nicholas Sparks, mas não é bem assim, o livro surpreende em seu desenrolar calmo, contido (conflitos e traumas interiores) e surpreendentemente simples, com a sorte de se viver os mais sinceros sentimentos – com atitudes louváveis. Ao me deparar com a capa do livro “Um Homem de Sorte”, o impacto causa uma espera por algo doce e intensidades inovadoras, e, isso acontece, por outros parâmetros, de nos mostrar que tudo tem seu tempo, que uma espera mui ansiada, chega, mas com a envolvente maturidade do personagem principal Logan Thibault”.

         A história inicia-se com o personagem Thibault, um fuzileiro de guerra, contando suas fases de fuzileiro, de amigos guerrilheiros – “companheiros” – que passaram por sua vida, neste extremo conviver dos combates e mortes, sobrepõem elementos de sua infância, com seus pais e, sua formação pessoal. Podemos perceber, mediante a leitura, quão traumatizante e efervescente era os “tempos de guerra”, o que causava numa pessoa, e, além disso, sentimos os momentos em cenas que se fixam em nossa memória, como a realidade de um personagem “ficcional”. É impressionante o raciocínio claro de Logan, de como descreve suas vivências e como organiza seus pensamentos.

"Ter sido criado como filho de militar ajudava a amenizar situações como essas, simplesmente por causa da frequência das mudanças de ambientes. Os amigos vão e vêm, as malas são feitas e desfeitas, a casa possui somente o estritamente necessário e, assim, não há muito que fique de significativo. Ensina-os que mesmo que algumas pessoas sejam deixadas para trás, outras inevitavelmente pegarão seu lugar e que todo lugar tem aspectos positivos e negativos a oferecer. Isso obriga uma criança a amadurecer precocemente”.

Num dia caminhado pelo campo de batalha, encontrou uma foto, uma bela moça, loira... De primeiro momento deixou esta foto presa no mural – para que o dono a encontrasse – passou-se algumas semanas e a foto continuava lá, até que então instintivamente pegou esta foto e a colocou em seu bolso:

Até ter encontrado a fotografia, a vida de Thibault seguia como há muito havia planejado. Ele sempre tinha um plano.” Mas não estava em outra época ou lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografia dela consigo a mais de cinco anos. Atravessou o país por ela. É - estranho pensar nas reviravoltas da vida que um homem pode dar”.

Coisas estranhas começaram a acontecer, Thibault sempre levava a foto em seu bolso, nas batalhas, em todo o tempo. Daí quando os bombardeios lhe sobrevinham, ele misteriosamente se livrava amigos à sua volta morriam e ele não.

"A maioria dos soldados não passa de crianças. As pessoas se esquecem disso às vezes. Tem 18, 19, 20 anos metade dos homens em serviço não tem nem idade legal para comprar cerveja. Estavam confiantes, bem treinados e ansiosos para entrar em ação, mas era impossível ignorar a realidade do que estava para acontecer. Alguns deles morreriam."

Passou por três vezes no Iraque, superou um recorde de sobrevivência, onze vezes se livrou. Seus amigos começaram a ter medo de acompanha-lo, de morrerem, e questionavam sua tremenda sorte, até nos jogos de cartas. Bom, até então ele duvidara, não acreditava em “amuletos da sorte”, como seu amigo Victor lhe falara - sobre a foto que o guardava dos males.

Quando saiu da guerra, veio com ele os traumas das perdas e guerrilhas. Resolveu caminhar, em busca desta pessoa da foto, que tanto lhe “devia” a vida...

Nesta caminhada, levava consigo um cachorro Zeus, um companheiro de todas as horas, conta suas trajetórias de viajem, até chegar à cidadezinha Hampton, onde encontra Elizabeth, Ben, Nana e Clayton... Aí vocês, meus amigos leitores, comprem este livro e acompanhem cada detalhe desta história. Indicado para pessoas que gostam de romances, cachorros, e personagens encantadores.

“Gostei muito do Livro, dos personagens, de suas personalidades. Elizabeth passou por fases difíceis, ainda mais na preservação de seu filho, algumas vezes passou a impressão conflitante de seus sentimentos e decisões, demorava a confiar e lhe surpreendeu quando não sabia lidar mais “racionalmente” com que começava a sentir... Nana é uma avó adorável, sábia e doce. Ben (filho de Beth) um menino que apresenta timidez e resguardos. Já Clayton, é o personagem da ação, e que inteligentemente, sendo “vilão”, entendemos sua linha de raciocínio, mas não é aceitável. É bom nos depararmos com uma leitura e desenvoltura diferente, algo que nos mantém dentro da história e que o final surge a fio de respirarmos...”

 Um Homem de SorteAutores: Nicholas Sparks.
Titulo: Um Homem de Sorte
Selo: NOVO CONCEITO 
Ano: 2011
Edição: 2
Número de páginas: 349
Formato/Acabamento: 16x23
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

9 comentários:

Anônimo disse...

Rosângela Lustosa ‏@ro_lustosa
@Momentscaka Excelentes comentários, os seus. Ainda não li este livro mas fiquei com vontade...

Anônimo disse...

Nascimento B. Monte ‏@jnbragamonte
@Momentscaka Parabéns. Seu texto nos leva a ter uma visão geral do livro em questão.

Escuta Essa disse...

Oi Kássia,
Ótima a sua resenha, ainda não li esse livro do Nicholas, mas está na minha lista de livros desejados ;)

Beijinhos
Renata
Escuta Essa

Yasmim Namen disse...

Eu assisti o filme, e pela resenha como em outras parece que o filme seguiu a linha do livro, o que é raro.Eu quero muito ganhar/comprar os livros do Sparks!

Cássia disse...

Olá meus Queridos!
Agradeço os comentários!!!

É... Yasmim, quem sabe eu elabore um sorteio por aqui no blog, é de se pensar...
Bjoss
C@Ká

Anônimo disse...

Thamires Pereira ‏@Thami_G3PG
@Momentscaka oi, eu gosto bastante deste autor. Li a resenha e tenho certeza que é ótimo! :)

@MariiiaBz disse...

adoro esse livro, só pelo que meus amgs falaram passei a gostar mt da história, cntz vai ser minha próxima compra! :)

Ana Ferreira disse...

Cássia, eu li "Um Homem de Sorte", mas não é dos meus favoritos. Confesso ter ficado bem emocionada ao longo da leitura, com o relacionamento maduro entre Logan e Beth. Só achei que faltou alguma coisa, entretanto, não sei o quê.
Beijo!

CIHGRAL disse...

Parabéns pelo texto e pela obra.
Reflexão sobre o tema: O "sistema humano" não recruta homens de 30 ou 40 anos de idade para o recrutamento militar, MAS, somente meninos de 18 anos. Afinal, pessoas mais experiêntes têm maior resistência a serem moldadas à doutrina a que se propõe.
Sucesso no seu livro.

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