Manobra de Envergadura

Por Kássia Rocha
O eco de uma voz pode chegar aos níveis montanhescos, das desejadas liberdades em seus engates, seria louvável ouvir o ruído completo vencendo, cortando ao meio qualquer vicissitude do vento rasteiro. Metamorfoses em asas de quem quer voar sobre todas as coisas que nos puxam pra baixo, e nos empurram para uma catástrofe interior e exterior.

Um vento é capaz de fazer grandes estragos, termos que nos estabilizar mediante aos sopros frequentes em via terminantemente única, é quase que uma luta diária. Estar leve chega a ser uma sátira de um falante humorista, a leveza manifesta-se em furtivas denotas que se sobressai em minúsculos segundos, conforme a maestria do “fato” ocorrido, em parábolas as descrevo, tais alegrias, por cisma do azar vencer a sorte, que pouco se há neste vento que vêm e leva tudo numa só manobra.

 O zum zum zum no céu azulado canta como gorjeio distante, sobram-se apenas as nuvens cinzas, negras, que dificultam um traçar sem curvas, nivelados. Ganhar este céu, içar nossos objetivos dentre as mãos cansadas de cultivar sonhos. Lançando-se ainda que sem enxergar o que poderia ser inevitável, a tragédia nos ares, resta-me a esperança de um pássaro ou avião envergar-se a me encontrar. O amparo vem entre as ventanias e as guerras tempestivas, a quietude surte com leveza em segundos para provar que acima de tudo, ele estará lá. Sempre.  

Cheguei-me a terra e posso ver que ainda é possível um novo decolar, um novo caminho entre os céus a chegar, podemos nos renovar virar àquela menina com esperanças no amanhã que irá nos tirar do chão e arriscaremos conhecer o desconhecido dos sonhos guardados por uma grande mão, que, sem perceber nos guiará, sem medo de se arriscar no lançar de uma tentativa, de um desviar, atravessando fronteiras, avistando o horizonte!

2 comentários:

TRAKINA disse...

ADOREI, CADA VEZ MELHORRRRR!!!!!!!!!!!!!

@Adi_ferrer disse...

Muito bom , excelente o texto , aprendi um bocado, espero outros...abraços!

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