Um pé-de-moleca

Por Kássia Rocha
 
Chega de soneca
Atreva-se a um passo moleca
Não tenhas cismas
Nem crie ninhos
O longínquo te espera

Suposições travessas
Incorre menina
Desordem medíocre
São àquelas facetas
Que soltam suas vinhetas

Saltite entre os campos
Em minas bombásticas
Desative arranjos
Instaure seu forte
Preludiai a verdade

Sua vida merece um tom
Do farol quero o verde
Dê rara atenção aos grãos
Predomine instinto calor
Atingindo qualquer desamor

Que dance seus pés
Em vibrantes descompassos
Na pontilha sinta o frisson
Pequena denota
Curtos momentos bons

Finalizo com pressa
A ver-te seus pés moleca
Degele o ermo
Acione sua proteção
E longe irá sua visão!

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